Primeiros macacos transgênicos
Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar macacos transgênicos para distúrbios específicos. A técnica CRISPR/Cas9, inicialmente aplicada com sucesso apenas em ratos e camundongos, agora funcionou em macacos cinomolgos (Macaca fascicularis).
A novidade da técnica é que nela é possível “editar” um gene, induzindo uma mutação específica diretamente na geração de animais que se tornará objeto dos estudos. Nesta pesquisa em específico, foram induzidas mutações para dois genes envolvidos em doenças como diabetes e câncer.
A professora Dra. Lygia da Veiga, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias do IB/USP comentou o feito. "Essa pesquisa é realmente importante para nós. Ela desenvolve uma ferramenta poderosa para gerarmos animais o mais próximo possível de humanos. Temos agora um modelo que podemos manipular geneticamente para estudar doença humanas", disse a pesquisadora.
Compostagem caseira
O lixo orgânico que produzimos pode ser útil para melhorar ou recuperar a qualidade do solo, sem riscos ao ambiente. A compostagem é um processo no qual facilitamos a decomposição do lixo orgânico, gerando um composto estável, rico em nutrientes e altamente fertilizante.
Mayana Zatz fala de doenças genéticas
Na entrevista realizada no dia 22 de janeiro, a professora Mayana Zatz fala sobre a genética de uma forma clara para pessoas que não entendem do assunto. Ela explica sobre sua área de atuação, a genética humana e as doenças genéticas, contando os avanços tecnológicos de 60 anos pra cá e o quadro atual das pesquisas.
Após uma pequena aula sobre mapeamento genético e células-tronco, o debate principal começa em torno do conflito entre genética preventiva e ética, como o caso recente da determinação da Agência Nacional de Saúde em que as operadoras devem pagar exames para diagnosticar 29 doenças genéticas nos pacientes. O fato é que as pessoas não precisam ou não desejam serem informadas de certas possíveis doenças, e isso pode até gerar complicações com a preocupação desnecessária e a tomada de medidas de prevenção incorretas que geram problemas maiores.
A professora comenta sobre alguns casos como a distrofia muscular, doença que pode ser diagnosticada com teste genético, pode se desenvolver no futuro e não tem cura nem prevenção. A questão é se a pessoa deve ou não ser informada. Outro caso, o da atriz Angelina Jolie, que fez uma mastectomia (cirurgia de retirada dos seios) para prevenir um futuro câncer de mama indicado por mutação genética. A repercussão do caso fez com que mulheres no mundo todo procurassem testes e até realizassem cirurgias como essa sem a comprovação do câncer.
A ética e o uso da nossa informação genética é um assunto atual, uma questão que estará cada vez mais presente em nossas vidas. Portanto, vale a pena assistir e entender do que se trata.
Inseticida contra aedes
Pesquisadores da Esalq/USP desenvolvem inseticida para o Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue e febre amarela. Fêmeas do mosquito contaminadas com a pimetrozina - advinda do controle de pragas agrícolas - não conseguiram picar a pele, morrendo logo após.
Mais tomates na colheita
Todo fruto acumula açúcares e outros nutrientes ao longo de seu desenvolvimento. Para isso, o fruto em formação recebe fontes de carbono das folhas na forma de açúcares, principalmente sacarose, a qual é produzida durante a fotossíntese e exportada aos órgãos dreno (raízes, flores e fruto). Um dos parâmetros que afetam a produtividade de uma planta é justamente a regulação do tráfego entre os órgãos fonte e dreno (folhas e frutos).
Pesquisadores do IB, liderados pela Profª Magdalena Rossi do Departamento de Botânica do IB/USP, trabalhando com tomateiro como modelo de estudo descobriram uma proteína que atua dentro dos cloroplastos, organelas responsáveis pela fotossíntese nas folhas, a qual regula o envio de açúcares da folha ao fruto. Ao desenvolver um tomateiro transgênico com quantidade diminuída desta proteína, os pesquisadores demonstraram que houve um maior trânsito de açúcar das folhas para os frutos e por isso esta proteína foi chamada SPA (do inglês,sugar partition-affecting). Este efeito, que foi evidenciado por diversos parâmetros bioquímicos, resultou em plantas que produzem tomates maiores e em maior número. Esta pode ser uma boa alternativa para aumentar a produtividade de plantas de interesse agronômico e melhorar o desempenho das nossas colheitas. “A caracterização funcional de SPA abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias para o aumento da produção de alimentos, um dos grandes desafios para os científicos que trabalhamos na biologia de espécies de interesse agronômico. Os próximos passos incluem testar o desempenho das plantas em maior escala e avaliar a função de SPA em outras culturas”, comenta a líder do projeto.