Vitória para geneticistas
Mês passado, nós postamos aqui no site a notícia da publicação da portaria que estabelecia que apenas médicos geneticistas poderiam realizar aconselhamento genético. A portaria causou forte insatisfação nos profissionais da área, principalmente nos enfermeiros, biólogos, biomédicos, dentistas e psicólogos especializados em Genética, que não poderiam mais realizar tal procedimento.
Mas ontem, dia 17, o Ministério da Saúde atualizou a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, lançada em fevereiro. O órgão voltou atrás na decisão e agora profissionais de outras formações que não a de médico, mas com pós-graduação em Genética, poderão continuar exercendo o aconselhamento.
Na época que a portaria restringiu o aconselhamento, a professora Dra. Mayana Zatz, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB/USP e presidente do Centro de Pesquisas do Genoma Humano (CPGH), criticou a medida em nota declarando que “é certamente do médico a responsabilidade de examinar o paciente e estabelecer o diagnóstico clínico, sempre que isso for possível. Mas em inúmeras situações, não há pacientes a serem examinados e o AG pode ser realizado por geneticistas não médicos. Por exemplo, um casal de primos que procura um serviço de genética porque quer saber qual é o risco de que venham a ter uma criança afetada por uma doença genética decorrente da consanguinidade. Ou uma irmã de um afetado por distrofia muscular, já falecido, que quer saber qual é o risco de que venha a ter um descendente com a mesma doença”.
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