A Revista Nature publicou mês passado um artigo que conta como cientistas do Weizmann Institute of Science, de Israel, conseguiram transformar uma célula adulta em célula pluripotente com quase 100% de sucesso.
As células pluripotentes são capazes de gerar qualquer tipo de célula do corpo. Mas o grande desafio da área sempre foi como induzir células humanas adultas a tornarem-se indiferenciadas – portanto, capazes de gerar outros tipos celulares que não o inicial. Uma das principais promessas desta área é o transplante sem possibilidades de rejeição, bem como terapia para doenças degenerativas, como o Alzheimer e o mal de Parkinson. Com este avanço, mais da biologia do câncer também poderá ser compreendido. Vale salientar que a eficiência do processo também é algo inédito na área.
O Correio Braziliense divulgou o feito e contou a participação de duas professoras do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB/USP. A profª Lygia da Veiga Pereira é otimista quanto às perspectivas da pesquisa. “Esse é um estudo que tenta entender a versatilidade que uma célula adulta pode ter. A pesquisa nos mostra que não é tão raro e difícil assim realizar uma reprogramação bem-sucedida. Quem sabe com isso a gente não consiga domar melhor as células adultas e não apenas as embrionárias”, conta. Já a professora Mayana Zatz lembra possíveis contratempos que podem ocorrer nesta área de pesquisa. “Devemos ter cuidado, pois existe um balanço tênue entre as células pluripotentes e as cancerosas. Precisamos de cautela para saber se não está sendo gerada uma célula doente.”
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