Autotomia em escorpiões
O grupo do professor Dr. Ricardo Pinto da Rocha, do departamento de Zoologia do IB/USP, acaba de publicar um artigo na revista PLOS One. O trabalho, que teve co-autoria da mestranda Solimary García-Hernández e do pós-doc José Antônio Ochoa Cámara, fala sobre a perda voluntária de partes do corpo de animais: a autotomia. O fenômeno, poucas vezes registrado em escorpiões, foi observado e caracterizado neste artigo.
Confira o release e saiba mais sobre o assunto:
O processo pelo qual alguns animais soltam uma parte do corpo é denominado autotomia. Este mecanismo é uma defesa contra predadores. Entre artrópodes, a autotomia foi observada em crustáceos, insetos, centopéias e aracnídeos, sempre envolvendo a perda de apêndices, como pernas ou antenas. Pesquisadores do Instituto de Biociências da USP, Colômbia, Argentina, Peru e Estados Unidos apresentaram um caso de autotomia de parte do abdômen em um escorpião. O estudo foi publicado na revista PLOSONE e está baseado em observações de campo e laboratório, no exame de material de coleções de museus e microscopia eletrônica. A liberação do opistossoma encaixa o fenômeno nos critérios para ser considerado um caso de autotomia defensiva e foi observada em 14 especies de escorpiões do gênero Ananteris (Buthidae). A autotomia resulta na perda permanente da parte posterior do sistema digestivo, incluindo o ânus e o ferrão, impossibilitando os indivíduos de defecar e diminuindo sus habilidades de capturar presas ou se defender. No entanto, os machos podem sobreviver até por 8 meses em laboratório e até se acasalar. Esta pesquisa abre portas a outras pesquisas sobre os custos e os benefícios da autotomia, para explorar como trade-off tem influenciado sua evolução.
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