O Programa Pró-Aluno oferece dez vagas de monitoria aos graduandos do Instituto de Biociências. Os monitores selecionados deverão cumprir jornada de 40 horas mensais de monitoria, pelas quais receberão bolsas no valor de R$400,00. A duração da bolsa é de 12 meses.
Não é permitido acumular mais de uma bolsa do Programa Pró-Aluno, nem acumular bolsa da Pró-Aluno e outra bolsa qualquer - exceção feita aos apoios concedidos pela Superintendência de Assistência Social.
O formulário de inscrição deverá ser preenchido e entregue pelos interessados até às 23h59 min do dia 31/07/20, na Seção Técnica de Informática, ou através do endereço eletrônico pro_aluno@ib.usp.br. Além do formulário de inscrição, para concretizar a inscrição é preciso entregar ou enviar outros dois documentos: Atestado de Matrícula e Resumo Escolar (JupiterWeb).
O resultado do processo de seleção de monitores será divulgado na primeira quinzena de agosto.
“Últimas semanas para inscrição no processo seletivo para ingresso no Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Biologia Genética). Instruções aqui
A urbanização e a agricultura são os tipos de uso do solo que mais degradam a qualidade da água, porém, embora representando uma pequena porção do território brasileiro, a mineração também possui um impacto severo na qualidade da água. A substituição da vegetação nativa por usos do solo é a grande responsável pela degradação dos recursos hídricos brasileiros.
Embora o Brasil apresente o maior volume de água doce do mundo, este recurso vem se tornando escasso devido ao aumento do consumo, aumento de períodos de seca, sistemas precários de distribuição e fornecimento, tratamento inadequado, e a degradação dos rios e mananciais. Esta situação deve se agravar nos próximos anos devido à contínua expansão do uso do solo sobre ecossistemas naturais, além das mudanças climáticas que devem alterar ainda mais o regime de chuvas e os períodos de seca. Há uma preocupação com o fornecimento de água em quantidade e em qualidade para toda a população brasileira.
A substituição dos ecossistemas naturais por grandes áreas de agricultura, pastagem ou áreas urbanas é a grande responsável pela degradação das águas superficiais no Brasil.
Em 2019, o Brasil enfrentou extensos incêndios florestais e desmatamento, com a Amazônia apresentando sua maior perda florestal em dez anos. Essa situação deve se agravar ainda este ano porque não foram tomadas medidas para retardar ou parar o desmatamento. A conversão dessas áreas florestais no Brasil para outros usos afeta severamente a qualidade da água, altera os ecossistemas aquáticos e compromete o abastecimento de água para a população.
A restauração florestal é uma importante estratégia para minimizar os impactos nos recursos hídricos. O recobrimento com florestas secundárias permite o aumento da infiltração da água no solo, diminuindo os processos erosivos, o escoamento superficial, e aumenta a retenção de poluentes para os corpos d´água.
Há uma necessidade urgente de cumprimento da legislação ambiental, em especial o Código Florestal, para proteção de áreas importantes para proteção dos recursos hídricos, como os corredores de floresta ripária ao longo de corpos d´água. Além disso, programas de restauração florestal em larga escala, como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, representam uma grande oportunidade para a restauração tanto florestal como dos ambientes aquáticos. A conservação e restauração florestal, bem como a expansão das atividades agropecuárias e urbana deve ser planejada de forma a proteger áreas sensíveis para os recursos hídricos.
Com o uso de modelos hidrológicos é possível prever o impacto futuro do desmatamento e das mudanças do uso do solo na qualidade da água. As projeções para o Brasil mostram uma severa degradação da qualidade da água dos rios decorrente da expansão da fronteira agrícola e das áreas urbanas. Por outro lado, simulações feitas da restauração das Áreas de Preservação Permanente (florestas ripárias) com o cumprimento do Código Florestal evidenciam uma melhora da qualidade da água com a redução de sedimentos, nitrogênio e fósforo na água. Os estudos também mostram que é necessário conservar uma porcentagem da vegetação nas microbacias hidrográficas, além dos corredores ripários, ressaltando também a importância das Reservas Legais para a conservação e melhoria da qualidade da água.
Os cenários futuros de mudanças de uso e cobertura do solo e os impactos na qualidade da água dependem das atuais práticas e políticas públicas. O atual desmantelamento das políticas ambientais diminui a fiscalização ambiental, incluindo do desmatamento, dos licenciamentos e do cumprimento da legislação em geral. Essas decisões afetam não apenas a conservação das florestas, mas também a qualidade da água em todo o território brasileiro. Esse estudo publicado reforça a importância de basear as políticas ambientais em evidências científicas.
Pesquisadores:
Dra. Kaline de Mello Lepac, Departamento de Ecologia - IB-USP
Prof. Dr. Ricardo H. Taniwaki Centro de Engenharias, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas – UFAB
Dr. Felipe Rossetti de Paula Departamento de Ciências Florestais – ESALQ-USP
Profa. Dra. Roberta Averna Valente Departamento de Ciências Ambientais – UFSCar-Sorocaba
Prof. Dr. Timothy O. Randhir Department of Environmental Conservation – University of Massachusetts
Prof. Dr. Diego Rodrigues Macedo Departamento de Geografia, Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais
Dra. Cecília Gontijo Leal Departamento de Ciências Florestais, ESALQ-USP
É com alegria que a Comissão de Graduação divulga o Caderno de Resumos dos trabalhos de Pesquisa em Biologia desenvolvidos pelos alunos de graduação no segundo semestre de 2019. A partir desta edição, publicaremos um volume por ano, com todos os trabalhos desenvolvidos no primeiro e segundo semestre.