"Nanuzear". Foi assim que a professora Gladys* iniciou sua fala sobre o legado de sua antiga orientadora de doutorado, há mais de 25 anos, a professora emérita Nanuza Luiza de Menezes. A partir dali, ambas seguiram colaborando em muitas das pesquisas lideradas por Nanuza, como as da flora na Serra do Cipó, construindo uma parceria que se transformou em uma grande amizade.O verbete, dito e repetido internamente por docentes e funcionários do Departamento de Botânica, traduz perfeitamente o entusiasmo e o fascínio transmitidos por ela. Aos 92 anos, Nanuza recebeu de todo o Instituto uma honraria à sua vida magnificamente bem vivida: ter seu nome eternizado no novo auditório do IB USP, inaugurado neste dia 26 de outubro pelo Diretor, Prof. Dr. Ricardo Pinto da Rocha.A professora Nanuza, que já possui o maior reconhecimento botânico que se pode receber, que é dar nome a um gênero (o gênero Nanuza, criado em 1976 para a família Velloziaceae, típicas dos campos rupestres e do Cerrado e famosas por sua resistência), esteve presente na cerimônia e contagiou a todas e todos ali presentes. Entusiasmadíssima com a homenagem, ela interagiu com o público, respondeu a perguntas sobre sua carreira e demonstrou a felicidade de estar novamente no IB, onde por mais de 40 anos iluminou discentes, docentes e funcionários com sua paixão pelas aulas (inclusive as voluntárias como professora sênior), por suas expedições no famoso caminhão-laboratório rumo à Serra do Cipó e pelo som inesquecível de seu sininho, que costumava tocar para reunir o Departamento de Botânica para o café da tarde.
✍️Nilmaris Franchi | ComVIve IB USP
🎥Rafael Barros | Entrevista concedida em novembro de 2021
* Profa. Dra. Gladys Flávia de Albuquerque Melo de Pinna, docente e pesquisadora do Departamento de Botânica do IB USP