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​Novos reitor e vice-reitor da USP tomam posse no dia 29 de janeiro

usplogNovos reitor e vice-reitor da USP tomam posse no dia 29 de janeiro

No próximo dia 29 de janeiro (segunda-feira), às 18h, os professores Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes tomarão posse como novos reitor e vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP) para o quadriênio 2018-2022.

A sessão solene do Conselho Universitário será realizada no Auditório Ulysses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes (Av. Morumbi, 4.500, em São Paulo).

A chapa de Agopyan e Hernandes foi a mais votada, com 1.092 votos, e encabeçava a lista tríplice, encaminhada ao governador Geraldo Alckmin, resultante da eleição realizada na Universidade, no dia 30 de outubro. A nomeação foi feita por Alckmin em 13 de novembro.

O novo reitor da USP, Vahan Agopyan, é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica (Poli), mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela mesma instituição e Ph.D. pela Universidade de Londres King’s College.

Professor da USP desde 1975, foi vice-diretor e diretor da Poli; diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT); coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e vice-presidente do Conselho Internacional para Pesquisa em Inovação em Edificação e Construção.

Agopyan foi pró-reitor de Pós-Graduação da USP no período de 2010 a 2014 e, hoje, ocupa o cargo de vice-reitor da Universidade.

O novo vice-reitor, Antonio Carlos Hernandes, é professor titular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) desde 2008. Graduou-se em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e obteve título de doutor em Física Aplicada pela USP, com estágio na Universidade de Gênova, na Itália.

É coordenador de Ensino e Difusão Científica do Centro para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (Cepid/Fapesp), vice-coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Materiais em Nanotecnologia e coordenador do Centro de Tecnologia de Materiais Híbridos, um dos Núcleos de Apoio à Pesquisa da USP.

Hernandes foi diretor do IFSC no período de 2010 a 2014. Atualmente, é o pró-reitor de Graduação da Universidade.

CREDENCIAMENTO PARA JORNALISTAS: Jornalistas que tenham interesse em cobrir a cerimônia de posse devem se credenciar pelo e-mail imprensa@usp.br, informando o nome do veículo de comunicação em que atuam, e-mail e telefone, até o dia 24 de janeiro.​

(Assessoria de Imprensa da USP - 11 3091-3300 / 11 3091-2103)

Um DNA meio diferente

hoakmdcghcanjeaoUm DNA meio diferente

"Embora a dupla hélice seja consagrada desde sua descoberta, nos anos 1950, algumas partes do DNA podem ter três fitas emparelhadas em espiral. Para estudar a ocorrência e função dessa configuração, faltava uma maneira simples de localizá-la nos cromossomos. Não mais. Os geneticistas Eduardo Gorab e Peter Pearson, da Universidade de São Paulo, descreveram como um corante disponível comercialmente – o laranja de tiazol – pode substituir anticorpos produzidos especialmente para encontrar triplas hélices de DNA. Na foto, o anticorpo (vermelho) e o corante (verde) se misturam e se destacam no cromossomo tingido de azul."

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Diálogos com cientistas: Walter Neves

moadkkkieihndjlaDiálogos com cientistas: Walter Neves

Descobertas espetaculares podem mudar a história da humanidade 

"Depois de cinco anos de trabalho intenso num projeto na Jordânia, o bioantropólogo Walter Neves, um dos principais especialistas do mundo em povoamento das Américas, pode dizer que conseguiu, como tanto queria, “colocar o Brasil no mapa da paleoantropologia, ou seja, na pesquisa de nossos ancestrais de milhões de anos”. Mais ainda, Neves, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), recém-aposentado, pode agora falar em “descobertas espetaculares” feitas conjuntamente com seu colega italiano Fabio Parenti, que certamente vão mudar a história conhecida da humanidade.

“Achava-se que os nossos primeiros ancestrais tinham saído da África por volta de 2 milhões de anos. As nossas pesquisas na Jordânia retrocedem essa primeira saída em 500 mil anos, ou seja, temos evidência da presença de hominíneos na Jordânia por volta de 2,4 milhões, 2,5 milhões de anos”, ele resume. A propósito, veja essa notícia de 2013 sobre o projeto Jordânia.

Outra descoberta fundamental resultou dessa investigação nos mesmos sítios: em vez do Homo erectus, como longamente assumido, quem saiu da África para ganhar o mundo foi o Homo habilis, propõem Walter Neves e colegas.

Revelações de tamanha importância científica se mesclam ao relato sobre sua carreira excepcional e seus percursos de vida na entrevista que Walter Neves gentilmente concedeu à equipe de Ciência na rua, ou seja, Luiza Moura, 15 anos, Nara Lacerda, 14 anos, e eu, Mariluce Moura. Vale lembrar, de cara, que foi ele quem estudou rigorosamente o esqueleto do ser humano mais antigo do continente americano, a Luzia, descoberto em Lagoa Santa, Minas, entre dezenas de outros, e definiu sua idade em 11,5 mil anos.

Walter Neves começa a conversa contando que aos 8 anos já sabia que queria ser cientista e, aos 12, já sabia que queria trabalhar com evolução humana. Como isso foi possível a um garoto nascido numa família pobre em Três Pontas, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais? Sugiro que você veja o vídeo inteiro para descobrir".

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