Manejo dos cães da reserva florestal do Instituto de Biociências

Tatiana Maeda [Cookie (011)]
RD da Comissão de Gerenciamento da Reserva Florestal do IB-USP

Como muitos já devem ter reparado, o IB apresenta cães errantes que utilizam a área da matinha. Atualmente, somam-se um total de 16 cães. Eles, apesar de aparentarem
muitas vezes inofensivos, não são cães dóceis, existindo relatos de agressões dos mesmos para com pessoas que entravam na reserva, além de serem predadores de pequenos roedores, prejudicando, quase extinguindo, essas populações da mata.
Devido a sua difícil captura, não se tem muitos estudos sobre esses cães. Logo não se sabe se estão vacinados, se têm doenças, vermes, nem mesmo se são hospedeiros de carrapatos potenciais transmissores de doenças como a febre maculosa.
Mas sabe-se que estão se reproduzindo e que podem aumentar sua população!
Sendo assim, no mês de novembro, será realizado um manejo com esses cães que consistirá em capturá-los com armadilhas, castrá-los, realizar uma série de exames, e, assim
que estiverem recuperados, devolvê-los aos seus locais de origem. Desse modo, além de adquirir mais dados sobre eles, o manejo impedirá que eles se multipliquem.


Aqui está uma nota enviada pelo Professor Ricardo Augusto Dias da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, um dos responsáveis pelo projeto de manejo dos cães da Cidade Universitária.

‘‘No final do mês de novembro, estaremos realizando o manejo dos cães que usam a área da reserva florestal do Instituto de Biociências. Neste manejo, está prevista a captura dos animais para a realização de cirurgia de esterilização, vacinação, vermifugação e a coleta de amostras de sangue, fezes e ectoparasitos para monitoramento sanitário. A captura será feita com o uso de armadilhas Tomahawk e, após a sedação dos animais, estes serão transportados para o Hospital Veterinário da FMVZ para a realização dos procedimentos. Após a recuperação, os animais serão trazidos de volta aos seus locais de origem. Este manejo é imprescindível para o controle populacional deste grupo, haja visto que o tamanho do grupo tem crescido ao longo do tempo. São animais que têm sucesso reprodutivo, uma vez que sua condição corporal é muito boa. Mesmo assim, a taxa de mortalidade dos filhotes é elevada e, portanto, o manejo evitará este fato. Contamos com a colaboração da comunidade do Instituto para que sejam compreensivos com esta intervenção."
Atenciosamente,
Professor Ricardo Augusto Dias - FMVZ-USP
[Texto publicado no jornal RNA mensageiro (Edição nº 3, novembro de 2012) do Centro Acadêmico da Biologia (CABio)]