Há aproximadamente 200.000 anos, surgiu, na África, a nossa espécie, o Homo sapiens. Mais tarde, por volta de 50 mil anos migraram para outras partes do mundo, substituindo populações de humanos arcaicos locais como, por exemplo, os erectus, os heidelbergensis e os neandertais. Esse modelo é chamado de “out of Africa”, que se sustenta, entre outras evidências, por fósseis de Homo sapiens muito antigos encontrados no Vale do Rio Omo, na Etiópia. Esses fósseis datam de até 195 mil anos, possuindo capacidade craniana de 1.450 cm3 cúbicos. Análises de DNA extraídos de fósseis de Neandertais e de uma espécie denominada Denisovanos, mostram que houve hibridização entre populações de Homo sapiens que migraram para fora da África e essas espécies de humanos arcaicos. Os Homo sapiens estão associados a uma indústria de pedra lascada denominada Paleolítico Superior.

As datações mais antigas para o continente Europeu colocam a ocupação nessa região pelo Homo sapiens em torno dos 35.000 anos. O último continente que o Homo sapiens colonizou foi a América em datas relativamente mais recentes.

Muitas espécies de hominínios existiram, mas somente a nossa espécie, Homo sapiens, conquistou e se adaptou a todos os ambientes do planeta, desenvolvendo uma dieta flexível composta dos mais variados alimentos. Ainda mais importante, tudo indica que o Homo sapiens desenvolveu a fala tal qual a conhecemos hoje, passou a manipular símbolos e formas abstratas de pensamento, algo que nenhuma espécie animal, nem mesmo outros hominínios, foram capazes de fazer.