O Homo neandertalensis surgiu há aproximadamente 200 mil anos e ocupou extensas áreas dos continentes europeu e asiático, tendo sido encontrados fósseis e ferramentas de pedra remanescentes dessa espécie desde a Inglaterra a península Ibérica até em áreas mais remotas de Israel, Iraque, Uzbequistão e sul da Sibéria. As proporções robustas da anatomia dos Neandertais, que incluía pernas, braços e tronco muito atarracados, mostram que esta espécie era adaptada a climas frios.

Os Neandertais estão associados, embora não exclusivamente, à produção de um complexo de ferramentas de pedras lascadas conhecido como Musteriense, que dominou o planeta entre 280-45 mil anos.

Esqueletos e crânios de Neandertais encontrados em Israel, datados entre 40.000 e 50.000 anos, mostram que esse hominínio possuía uma capacidade craniana superior até mesmo a dos humanos modernos, podendo chegar aos 1.740 cm3. Isso tem levado os pesquisadores a uma questão bastante pertinente, a saber, se os Neandertais, assim como o Homo sapiens, produziam e manipulavam símbolos. Chama a atenção para isso, conchas perfuradas e com pigmentos encontradas em sítios como Cueva de los Viones na Espanha que parecem estar relacionados à essa espécie. Para muitos, a prática de sepultar os mortos sugere uma capacidade de pensar de modo abstrato e em uma “vida pós- morte”. Há ainda outra questão, a saber, se os Neandertais falavam tal como o Homo sapiens atual, pois se sabe que os Neandertais possuíam um dos genes responsáveis pela fala, o FOXP2. No entanto, ainda resta muito a ser descoberto para se concluir algo sobre um possível comportamento simbólico nessa espécie de hominínio. O Homo neandertalensis não foi nosso ancestral, mais sim uma linhagem paralela à nossa.