Fósseis de Homo erectus foram encontrados também em diversas partes do continente asiático. Crânios e ossos de 1.8 milhões de anos, encontrados em Dmanisi, na República da Geórgia, indicam que essa população de erectus se distinguia do erectus africano, principalmente no que diz respeito à capacidade craniana que gira em torno de 650 cm cúbicos, algo bastante reduzido se comparado aos 900 cm3 do Garoto de Turkana. O Homo erectus também alcançou regiões mais remotas da Ásia, sendo possível encontrar seus fósseis e ferramentas na China, com datação entre 1.7 milhões anos e 300 mil anos, tendo os crânios dessa população de erectus capacidade craniana de 800 cm3. Existem também os fósseis da Indonésia datados entre 1.6 milhão e 30 mil anos, que incluem parte de um crânio e um fêmur descoberto em Java por Eugène Dubois no século XIX. Ainda mais impressionante é que os fosseis da Indonésia chegam a ter 1000 cm3 de capacidade craniana. No contexto tecnológico, o Homo erectus está associado à produção de uma indústria de pedra lascada conhecida como Acheulense.

 Outra espécie do gênero Homo que tem causado muita divergência quanto à sua classificação taxonômica é o Homo heidelbergensis. Estima- se que essa espécie tenha surgido no continente africano e depois ao migrar para a Europa tenha evoluído e dado origem aos Neandertais, sendo aceito que as populações que permaneceram na África deram origem ao Homo sapiens. As datações para o Homo heidelbergensis variam entre 600 - 400 mil anos atrás. Os fosseis de heidelbergensis apresentam um crânio bastante robusto, com torus supraorbital extremamente saliente. Os fósseis remanescentes dessa espécie foram encontrados em diversas regiões do Velho Mundo. O Homo heidelbergensis tem grande importância na história do gênero Homo, uma vez que deu origem a duas espécies, uma extinta e a outra vivente: os Neandertais e o Homo sapiens, nossa espécie.