No mesmo período em que viveu o afarensis, existiu também uma espécie, com características muito semelhantes às dos atuais monos, conhecida como Kenyantropus platyops, datada em 3.5 milhões de anos. Até o momento ela só foi encontrada no Quênia.

É provável que essas espécies tenham evoluído em linhagens distintas, sendo que uma delas tenha levado ao surgimento do gênero Homo, do qual nós humanos modernos fazemos parte.

Os Australipitecíneos se diversificaram em várias espécies que viveram em um mesmo período. Entre elas estão as espécies robustas conhecidas como o Paranthropus aethiopicus (fósseis encontrados no lago Turkana, datados em 2.5 milhões de anos e com capacidade craniana de 410 cm3), o Paranthropus boisei (encontrado em Olduvai, datado em 2.3-1.2 milhões de anos e com capacidade craniana de 510 cm3) e o Paranthropus robustos (encontrado na África do Sul, datado em 2.5-1.5 milhões de anos com capacidade craniana de 530 cm3). Quanto aos australopitecíneos gráceis, destaca- se o Australopithecus africanus, cujo primeiro fóssil foi descoberto em 1925 na África do Sul por Raymond Dart. Essa espécie viveu entre 3 e 2 milhões de anos.

Os Australopitecíneos surgiram no fim do Plioceno e se extinguiram no Pleistoceno há 1 milhão de anos. Essas espécies sofreram um processo evolutivo que resultou na transição de um estilo de vida semi- arborícola para o bipedalismo estritamente terrestre. Hoje muito se especula sobre qual a espécie de autralopitecíneo teria dado origem ao gênero Homo. Concorrem duas, a saber: uma é o Australopithecus garhi, com fósseis datados em 2.5 milhões de anos, com capacidade craniana em torno de 450 cm3 e redução das características arborícolas, sendo uma das primeiras espécies de hominínios a produzir ferramentas; a outra espécie é o Australopithecus sediba, com fósseis encontrados na África do Sul e datados em 2 milhões de anos, com capacidade craniana de 420 cm3. Suas características anatômicas se assemelhavam bastante com aquelas encontradas nas primeiras espécies do gênero Homo. Parecia estar mais adaptado à vida terrestre que os outros australopitecíneos. Possuia dentes pequenos, pernas longas e falanges curvas, características que apresentam uma combinação de traços encontrados nos australopitecíneos e nas espécies do gênero Homo.