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Ardipithecus ramidus

A partir da análise da pélvis dessa espécie de hominínio que viveu entre 4.4 e 4.2 milhões de anos, concluiu-se que suas habilidades combinavam a escalada em árvores e o andar bípede, contudo, os indicadores faunísticos encontrados junto a seu esqueleto sinalizam que esta espécie habitou ambientes de mata densa, onde a postura ereta e o caminhar bípede, porventura adotado pelo  Ar. ramidus, somente era possível para distâncias reduzidas.

Ardipithecus ramidus - BH-039

Seu esqueleto, a despeito de refletir a ancestralidade com os antigos monos  tem profunda ligação com a linhagem evolutiva dos hominínos, com elevado  prognatismo facial. A caixa craniana do espécime encontrado notabiliza-se por sua baixa capacidade, entre 300 e 350 cm³, assemelhando-se à de uma fêmea de chimpanzé. De seu crânio tudo quanto restou foi uma fração da base e uma maior parcela da face direita. O estudo da arcada dentária remanescente do Ar. ramidus mostrou que sua dentição é semelhante à dos chimpanzés,  no entanto, com incisivos e caninos menores, mas com segundos e terceiros molares mais avantajados. A espessura de seu esmalte dentário é intermediária entre a dos chimpanzés e a dos antigos hominínios sugerindo que esta espécie tinha por hábito alimentar, majoritariamente, frutos e folhas.

Ardipithecus ramidus
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